FindUs

Um projeto de viagem que se
transformou em um propósito de vida!

Quem Somos

O Projeto FINDUS tem o propósito de ajudar, inspirar e transformar.

Quero levar tudo o que compartilho na internet além da tela, criando conexões reais e impactando vidas de forma positiva.

Gabrielle

Nasci em Campinas - SP, tenho 29 anos e minha formação está sendo minha própria vivência no mundo. Comecei a explorar muito cedo e sempre amei desafios. Minha busca constante é por uma vida com sentido. De bondade e compartilhamentos quero me nutrir. Há quase 4 anos vivendo dessa forma e não me vejo mudando meu estilo de vida. Não no momento. Tentando de alguma forma me sustentar espiritualmente e entender um pouquinho de como as coisas funcionam no mundo. Sempre acreditei que juntos somos mais fortes e quero doar minha vida para esse propósito.

Juliano

Há 6 anos comigo, o cachorro mais lindo do mundo me conquistou em uma feira de adoção em um shopping. Meu melhor companheiro. Esteve comigo durante todo esse tempo, vivendo 'livre' e brincando por aí. Um olhar basta para sabermos o que o outro precisa. Juliano me salvou diversas vezes, me mostrando que o simples e o amor é o caminho correto.

Nossa meta

Inspirar

Ainda no primeiro ano descobri que gostava de compartilhar, apesar das inúmeras coisas que temos que fazer em nosso dia-a-dia na estrada, escolher compartilhar me deu um sentido de vida. Podendo assim inspirar, me inspirar, inspirar, me inspirar...

De alguma forma vi ali uma oportunidade de compartilhar com as pessoas um estilo de pensamento, vida mais simples, paisagens e cheio de valores reais.

Como meu dharma, quero compartilhar da forma mais sensível meu olhar no mundo. Podendo assim trazer um pouquinho de felicidade e reflexão a partir das minhas vivências e experiências.

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  • 2º dia de viagem: muda seus hábitos e terá outros resultados

    2º dia de viagem: muda seus hábitos e terá outros resultados

    2º dia: Monte Mor-SP x Elias Fausto-SP (34 km) ø Saí bem cedo naquele dia. No caminho, encontrei uma goiabeira carregada e peguei algumas

    19 de Agosto de 2024

    Segundo dia: Monte Mor-SP x Elias Fausto-SP (34 km)

    Saí bem cedo naquele dia. No caminho, encontrei uma goiabeira carregada e peguei algumas frutas. Foi também a primeira vez que passei por um pedágio sem precisar pagar. Mas o que mais marcou foi o tanto que precisei empurrar a bicicleta. Maria continuava pesada, enquanto Juliano seguia bem.

    No meio do percurso, vivi um momento que nunca esqueci: ganhei comida pela primeira vez. Meu maior medo na viagem era passar fome, e aquele dia me mostrou que o caminho estava se encarregando de mim. Um grupo de policiais rodoviários me presenteou com um marmitex incrível. Foi um gesto simples para eles, mas para mim significava muito. Aquilo me deu forças.

    Quando saí de Hortolândia, tinha apenas R$ 59 no banco. Comida para alguns dias e uma mentalidade positiva de que tudo daria certo. Meu foco era sobreviver: comer, beber água e me abrigar. O resto era secundário. Eu estava saudável, jovem, e conforto nunca foi prioridade. Estava em busca de algo maior. Ganhar aquela refeição foi um bom presságio.

    Depois de pedalar 34 km, parei em outra base policial na rodovia e pedi abrigo. Montei minha barraca e usei o banheiro para tomar meu primeiro banho de torneira. E, por incrível que pareça, fiquei animada com isso! O dia tinha sido bom, nada de ruim acontecera, e eu estava vivendo uma grande aventura.

    Foi ali que caiu a ficha: eu estava em uma cicloviagem.

    Lembrei de quando tinha cerca de 13 anos e vi, pela primeira vez, uma bicicleta de cicloviagem com alforges. Aquilo me impressionou profundamente. Sempre amei bicicletas. Brinco que aprendi a pedalar antes de andar. Quando tinha 8 anos, ganhei minha primeira bike do meu pai, uma cross estilo BMX. Pedalei por anos e conheci minha cidade com ela. Era minha maior companheira.

    Mas, com o tempo, cresci e a bicicleta ficou pequena. Acabei deixando-a de lado. Anos depois, já adulta, uma ex-namorada fez um comentário que mexeu comigo: "Por que você tem tantas coisas que não usa?". Foi um choque de realidade. Aos 19 anos, percebi que acumulava coisas sem sentido. Aos 21, tomei coragem e vendi minha super bicicleta. Foi difícil, mas necessário.

    Foi a coisa mais difícil de desapegar até hoje em minha vida. Mas, creio que tenha sido importante. Criei um hábito de desapegar tão grande que me ver ali, quase uma década depois fazendo uma cicloviagem onde toda minha vida material cabia em uma bike, fez eu refletir. Foi simbólico, uma bike, novamente uma lição, novamente uma bike.

    Foi incrível.

    Me fez pensar sobre o contexto da coisa e quão louco foi todo esse caminho. Anos separavam um momento do outro e me notar vivendo aquilo, daquela forma, me fez feliz em ver que estava colocando em prática aquilo que eu acreditava. O material importa. Eterniza. Tem significado. Mas o material é material.

    E isso não importa.

    No final daquele dia, reencontrei um velho amigo: Ivo, um português que é mais brasileiro do que português. Em 2021, na viagem de kombi pela Bahia, ele e sua família me acolheram e me ajudaram com um conserto no carro. Passamos cerca de um mês juntos, nos tornamos amigos. Naquela noite, Ivo estava sozinho, e foi ótimo revê-lo.

    Conversamos muito, matamos a saudade e dormimos. Ele em sua kombi, eu na minha barraca.

    Lembro que foi para ele que contei, pela primeira vez, sobre meu plano de ir de São Paulo ao Ushuaia de bicicleta. E que bom que foi ele! Seu entusiasmo me empoderou e fez eu acreditar que era possível. E estava sendo.

    Imaginem só se a primeira pessoa a quem eu contasse tivesse me desencorajado? Talvez eu nem estivesse escrevendo esse blog agora.

    Ivo, que estava voltando do Ushuaia, me presenteou com roupas boas de frio e muitas dicas valiosas. No segundo dia da viagem, um abraço amigo fez toda a diferença.

    E assim, segui pedalando..

  • 1 ano e 9 dias depois, chegamos na Cordilheira

    1 ano e 9 dias depois, chegamos na Cordilheira

    Acordamos no ponto policial e em pouco tempo senti minhas pernas um pouco mais cansadas, eu e um argentino chamado Diego ...

    18 de Agosto de 2024

    A Lição da Cordilheira: A Importância de Desacelerar

    Acordamos no ponto policial e, em pouco tempo, senti minhas pernas um pouco mais cansadas. Eu e um argentino chamado Diego saímos juntos e, logo, ele estava bem à frente. Era impossível conseguir acompanhar.

    Eu me sentia cansada e estressada, comecei a ficar nervosa e só o que vinha em minha mente era que eu deveria provar ali se tinha ou não aprendido algo com todo aquele caminho.

    Me recordo que, depois de pouco mais de duas horas empurrando Maria, comecei a ficar como um vulcão em erupção. Saquei meu banquinho e, no meio da subida para cruzar a primeira parte da Cordilheira dos Andes, me sentei, peguei meu doce de leite, troquei ideia com Juliano, respirei por muitos minutos até que me acalmei e entendi que a velocidade tinha que ser diminuída.

    No último dia, pedalamos 53 km, e eu demorei cerca de 13 horas. Treze horas empurrando, respirando, meditando, tentando entender, mas desprendida de quem eu fosse. Me senti forçada a desacelerar para ver algo que só em baixa frequência fosse possível.

    E, pois bem, o caminho foi lindo, cansativo e rico em vivências. Chegamos em pleno outono, as folhas estavam mudando de vermelho para laranja. Quando chegamos ao mirante, em um dia lindo de sol, pegamos chuva e neve, e aquilo era adrenalina pura. Meus pés congelaram, meus dedos das mãos doíam tanto que eu mal podia pensar, mas fui forçada a manter a calma.

    No fim, deu tudo certo mesmo. Depois de tomar um banho bem gelado, na metade do caminho avistei um centro de inverno ainda fora de temporada. Entramos, nos aquecemos, sequei o que pude das minhas meias no aquecedor, meus dedos estavam tão doloridos que foram necessários alguns minutos com mãos e pés à frente do ar quente. Por sorte, achei algumas sacolas e as coloquei em meus pés sobre a meia ainda úmida.

    Estava ótimo. Milhões de vezes melhor. O problema do frio é que ele paralisa. Físico e mente. Foi um dia desafiador, cheguei a pensar que poderia nevar, ventar, anoitecer… Se eu caminhasse um passo de cada vez, na mesma direção, eu iria chegar. Bom, respirei e fiz exatamente o que esse caminho vem me ensinando. Não importa nossa velocidade para atingir algo, o que importa mesmo é a nossa direção, o nosso foco. Respeitando o tempo das coisas.

    Cheguei bem tarde e quem me recebeu foi Felipe, outro maluco de bike que veio para Ushuaia. Me recebeu em um dos dias mais desafiadores de minha vida—física, mental e espiritualmente. Foi bom ter sido acolhida por ele.


    Noventa dias depois de chegar em Ushuaia, já me aconteceram tantas coisas, tantas outras histórias e ensinamentos. Tudo vai fazendo sentido. Todos os dias a vida está nos ensinando algo e é muito importante estar atento aos detalhes, é neles que as respostas estão. Naquele dia, foi necessário desacelerar para olhar para dentro.

    Mudou minha vida.

  • Lei da atração: chá de cidreira

    Lei da atração: chá de cidreira

    Era o primeiro dia pedalando sem a carretinha a bike estava muito mais leve e juju mil vezes mais confortável naquele dia choveu quase ...

    17 de Agosto de 2024

    Era o primeiro dia pedalando sem a carretinha. A bike estava muito mais leve e Juju mil vezes mais confortável. Naquele dia, choveu quase todo o percurso—uma chuva fina e constante. No caminho, encontramos alguns pontos onde podíamos nos aquecer e descansar. Inclusive, em um dos restaurantes em que parei, um senhor não permitiu que ficássemos debaixo da cobertura por conta de Juliano.

    Disse que iríamos atrapalhar os clientes. Olhei em volta—todo o ambiente, um restaurante para umas 80 pessoas—e lá estávamos nós: só eu, ele e Juliano. Fiquei muito P da vida. Aquilo me irritou porque estava chovendo e, bom, não sei por que ele fez aquilo. Saí com raiva e chateada, e segui pedalando.

    Naquele dia, eu também menstruei, o que fez meu corpo ficar muito fraco. Eu me sentia alegre, mas fraca. Atravessamos—eu, Juju e Maria—a divisa dos estados do Paraná e Santa Catarina. Era nosso primeiro dia em terras catarinenses. No meio do caminho, pensei em pedir um chá. Já tinha um ponto certo para ficar. Gilberto e Nívia estavam nos esperando. Eles entraram em contato pelas redes sociais e, claro, eu aceitei.

    Chegar a uma nova cidade com apoio é tudo de bom. Você conhece pessoas novas, normalmente compartilha do mesmo sonho. Isso faz rolar uma boa onda. Uma boa energia. Bom, como eu ia dizendo, pensei em pedir um chá. Assim que pensei nisso, imaginei que fosse de cidreira. No quintal da minha mãe, em Borda da Mata, MG, eu costumava pegar na terra para fazer chá. Talvez eu estivesse com saudades. Pensei na cidreira e, logo em seguida, pensei também em poder tirá-la da terra. Mas, enfim, apenas pensei. Uma utopia.

    Quando cheguei à cidade de Garuva - SC, era noite. Eu estava cansada, com cólica e muito feliz. Se eu não me engano, foi pizza—uma das minhas comidas preferidas. Na primeira noite, me senti muito acolhida e animada. Era começo de viagem, e Gilberto e Nívia já tinham ido para Ushuaia. Eles tinham muito o que compartilhar. Depois de tomar banho, depois de muita conversa boa e pizza, me recolhi. Até pensei no chá, mas fiquei morrendo de vergonha.

    Alguns minutos depois de me recolher, escutei bater à porta. Perguntei quem era, e era Nívia, me oferecendo um chá quente. Logo aceitei, e ela, acenando e me chamando, disse:

    — Então vem comigo no quintal tirar a cidreira.

    Arregalei os olhos e comecei a rir. Expliquei o motivo e concluímos que, de alguma forma, ela sentiu.

    Esse dia ficou marcado pela precisão. Pelo detalhe do cuidado dela comigo e pelo chá de cidreira. Naquele dia, fui dormir sorrindo, com a sensação de que estávamos no caminho.

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